"Si tu no estas aqui..."



Sonho-te...



(Foto: ABrito)



Sentir que sou especial para alguém, era coisa que já não me lembrava como era...
Sentir que ainda não perdi o meu lado de mulher, o desejo da carne...
Já não sabia como era sentir-me assim.
Os dias correram, os momentos mais uma vez souberam a pouco pelo tanto que te quero...
Os risos, o toque, o sabor do beijo, o conforto do abraço, o cheiro...
Trouxe-te entranhado na minha pele...
Abriu-se um mundo dentro dentro de mim...
De sonhos, de quereres, de desejos...
É impossível não querer saber do futuro.
Por mais que só possa pensar, viver um dia de cada vez...
Não dá para deixar de te sonhar, de nos sonhar...
Fecho os meus olhos e só nos vejo a nós.
No ontem, no hoje, no amanhã...
E sinto tanto o tempo a correr na minha pele...
As saudades as estrangularem a minha alma...
O desejo a consumir cada pedaço do meu âmago...
Chega perto, segura na minha mão e diz que tudo vai acalmar.
Tudo é muito mais do que eu poderia pedir...
Tu és mais do que eu podia desejar...
Nunca ninguém cuidou do meu mundo como tu...
Nunca um olhar cruzou o meu, com a ternura do teu...
É tudo tão forte que às vezes, sinto como se o ar que respiro dependesse da tua presença, da tua voz, do teu olhar...
Segura a minha mão e diz que vais continuar aqui, onde eu preciso de ti!

*



Há momentos mágicos..


(Foto: ABrito)


A vida tem tanto de cruel como de extraordinário...
A mesma escada...
Degrau a degrau subidos por ambos no mesmo momento...
Com o teu cheiro já a mexer com os meus sentidos...
Os sorrisos... A presença única do ser que és...

Num abraço sem pressa...
Numa partilha de afagos...
Numa dança lenta de beijos...
Estávamos de novo ali, tão juntos...
Entregues ao momento, entregues a nós...

As tuas palavras tão cheias de carinho
fazem eco no meu âmago...
Preenches-me...
Sinto a singularidade da tua ternura em cada gesto teu...
A segurança que me fazes sentir transcende o que poderia imaginar...

Estamos tão longe mas tão próximos...
Ao fechar os meus olhos, sinto a doçura dos teus dedos na minha pele...
A tranquilidade do teu olhar, ameniza toda a dor que trago na alma...
Saber que pensas em mim, são caricias tuas no meu corpo...

Cada momento é um novo sentir...
As horas voam quando me colo ao teu peito...
E eu peço tanto para que o tempo pare...
Os diálogos... As gargalhadas... Até os silêncios são momentos mágicos...

És-me tanto* 




Vem...

(Foto: ABrito)



As horas longe de ti correm devagar...
O tempo parece parar...
Quanto mais te penso, mais te desejo junto a mim...
É sublime a forma com que me tocas...
O jeito como preenches a minha alma...
A tua voz ecoa no meu âmago...
Suave, segura, repleta de palavras meigas...
És-me tanto...
A minha pele anseia o teu cheiro...
Os meus dedos sentem o enlaçar dos teus...
Dispo-me do mundo...
Sossego a alma...
Sinto as minhas mãos trémulas, espreito o meu corpo...
Vazio... Oco...
Tento respirar sem ti aqui...
Vem...
Segue as linhas do meu corpo...
Sente-me numa dança que é tão nossa...
Bebe lentamente o néctar que meus poros exalam, saboreia como se fossem colheradas de mel...
Quero...
O teu corpo em descontrolo...
Os dedos, as mãos, a dança louca, a língua...
Perde-te no meu corpo...
Fica em mim.



Quero-te...


(Foto: http://hisaemi.tumblr.com/)


E o mundo parou...
Esperavas-me no 112...
Desta vez senti eu, que as escadas eram intermináveis...
Quero-te...
Já sabia o que me esperava...
Quando a porta abriu, dois braços me envolveram...
O cheiro, o sorriso, o toque...
Éramos nós de novo...
Quero-te...
A fusão mais que perfeita...
A doçura das línguas...
O aveludado dos lábios...
A maciez da pele...
Os sentires na ponta dos dedos...
A inquietude dos orgãos...
Quero-te...
A respiração abafou cada palavra que queria dizer-te...
O pulsar do meu corpo guiava-te...
Senti que conheces cada gesto meu, cada olhar...
Sinto que o meu corpo te pertence...
Quero-te...
As horas correram...
O tempo não parou como tanto desejei...
Os afagos foram poucos de tão deliciosos...
Pedi tanto que ao amanhecer apagasses o Sol...
Ficou um pouco de mim em cada milímetro da distância que percorri para chegar aqui...
Mas trouxe comigo o teu cheiro, os sentires, as imagens que me fazem sorrir...
Quero-te...



O nosso momento...

                                         (Foto: http://hisaemi.tumblr.com)


 Num estremecer de sentires penso-te...
 Sinto em cada recanto de mim o toque dos teus dedos...
 O sabor da tua língua...
 O teu corpo inquieto...
 Fecho os meus olhos e degusto com prazer o momento...
 O nosso momento...
 As borboletas presas em mim...
 A batida na porta...
 O âmago acelerado...
 Olhei em todas as direcções...
 Abri...
 Eu já sabia o teu cheiro...
 Já sabia como sorrias...
 Já sabia de cor o gosto dos teus lábios...
 Eras mesmo tu ali, na doçura do teu abraço senti-me segura...
 O mundo parou...
 Naquela cama vestida de branco, entregues, fundidos, inebriados, sedentos um do outro...
 Mudaste o meu rumo...
 Preencheste todos os espaços vazios da minha alma...
 Rebuscas a cada dia o melhor de mim...
 E sou tão feliz por te ter desta forma em mim.

*

Apetece-me...




Apetece-me deslizar pelas curvas do teu corpo...
Salivar cada recanto da tua pele...
Entrelaçar as minhas pernas em torno da tua anca...
Deixar-me levar na loucura dos teus instintos...

Apetece-me respirar a fragrância que os nossos corpos em êxtase exalam...
Percorrer em delírio com as minhas mãos a tua pele... a minha...
Ofegar o prazer de te ter no mesmo espaço que eu... em mim...
Sentir o sangue a pulsar pelas minhas entranhas... desejando-te com volúpia...

Apetece-me...


Saudades das tuas mãos a controlarem os estímulos do meu corpo...
A volúpia do teu ser a encarnar nos delírios das minhas entranhas...
A minha pele quase a atingir a dor de tanto desejo pulsado por cada poro...
Os gritos estagnados na voz que não se coordena com a respiração ofegante...
Saudades do sangue a ferver em mim... em ti... onde ninguém nos vê...onde ninguém nos ouve...onde as estrelas nos revelam as sombras dos nossos corpos...
Onde te palpo...onde te toco...onde te imploro o prazer que só tu sabes provocar em mim...
As fragrâncias fundidas de nós, encharcados, emaranhados de loucuras, culminados entre o delírio do bom que é ser-mos um do outro...
SAUDADES!

Ira...




Na penumbra da minha alma, dissipam-se os meus sentires...
Fixo o olhar no vazio, imploro ao silêncio que me estrangule os pensamentos nefastos...
Meus dedos agitados percorrem as lágrimas que ressecam minha pele do rosto...
Soluço a raiva que me invade o âmago...
Perco-me na dor que consome as minhas entranhas...
No céu medonho abrem-se fendas que parecem querer engolir-me...
Aconchego-me no chão pétreo e sinto a solidão a devorar-me...
Tento mover-me em vão...
Faltam-me as forças, sinto-me fraca, pequena, uma mísera gota num mar imenso de águas turvas...
Resta-me conter a ira, sussegar a alma, repirar lentamente e tentar atenuar este fustigante sentir!

Na ponta dos meus dedos...

(Foto de:ABrito)



No meu corpo...
No meu pensamento...
O teu toque...
O teu cheiro...
A tua língua a percorrer cada centímetro da minha pele...
Num aperto de saudade, num desespero pela falta que me fazes...
Procuro com meus dedos o meu corpo...
A suavidade do tecido que protege a minha carne...
As minhas veias pulsam o sangue fervilhante que me faz sentir viva...
Coabita em mim o desejo e a loucura de te querer...
Palpo as minhas entranhas...
Sinto todo um maranhar de emoções à flor de mim...
Um sorriso que adorna o meu rosto, num impacto de arrepios e tremores que me balouçam num orgasmo insaciável...
Tive-te aqui... Agora... Na ponta dos meus dedos...
:)

:)

Eu...






Perdida nos sentires da minha alma,
grito sufocado que me arrasta ao insane,
devoro cada lágrima que teima em se albergar no meu rosto,
tento controlar a vontade insolente de abalroar tudo o que se cruze no meu caminho...
Sinto o meu sangue a percorrer desalmadamente o meu corpo...fervente, descompassado, jorrando ira por cada artéria que consome...
Nefasto sintoma que me altera os sentidos...
Denoto-me a perder a sensibilidade, palpo a frieza das minhas atitudes justificando-a com a tua indiferença...
Meu âmago baloiça sem rumo, confuso, estrangulado por um núcleo de sentimentos, uns esteriotipados outros adquiridos pelas circuntâncias...
O meu eufemismo entrou em declínio, tudo começa a ser preto no branco, a suavidade nas palavras deixou de coexistir com alguma frontalidade que me caracteriza, hoje sinto que as cores rosadas não fazem mais sentido, de nada vale tentar ser doce, pensar nas palavras antes de as proferir para não causar qualquer dano colateral...
O positivo é que a cada passo me sinto mais eu...
Paralelamente a provocação, a ira, despertam em mim a segurança, sinto-me mais firme, mais sóbria nas atitudes, não permito que me contundem por etapas, como se os meus sentimentos pudessem ser postos à prova!