Ira...




Na penumbra da minha alma, dissipam-se os meus sentires...
Fixo o olhar no vazio, imploro ao silêncio que me estrangule os pensamentos nefastos...
Meus dedos agitados percorrem as lágrimas que ressecam minha pele do rosto...
Soluço a raiva que me invade o âmago...
Perco-me na dor que consome as minhas entranhas...
No céu medonho abrem-se fendas que parecem querer engolir-me...
Aconchego-me no chão pétreo e sinto a solidão a devorar-me...
Tento mover-me em vão...
Faltam-me as forças, sinto-me fraca, pequena, uma mísera gota num mar imenso de águas turvas...
Resta-me conter a ira, sussegar a alma, repirar lentamente e tentar atenuar este fustigante sentir!

Na ponta dos meus dedos...

(Foto de:ABrito)



No meu corpo...
No meu pensamento...
O teu toque...
O teu cheiro...
A tua língua a percorrer cada centímetro da minha pele...
Num aperto de saudade, num desespero pela falta que me fazes...
Procuro com meus dedos o meu corpo...
A suavidade do tecido que protege a minha carne...
As minhas veias pulsam o sangue fervilhante que me faz sentir viva...
Coabita em mim o desejo e a loucura de te querer...
Palpo as minhas entranhas...
Sinto todo um maranhar de emoções à flor de mim...
Um sorriso que adorna o meu rosto, num impacto de arrepios e tremores que me balouçam num orgasmo insaciável...
Tive-te aqui... Agora... Na ponta dos meus dedos...
:)

:)

Eu...






Perdida nos sentires da minha alma,
grito sufocado que me arrasta ao insane,
devoro cada lágrima que teima em se albergar no meu rosto,
tento controlar a vontade insolente de abalroar tudo o que se cruze no meu caminho...
Sinto o meu sangue a percorrer desalmadamente o meu corpo...fervente, descompassado, jorrando ira por cada artéria que consome...
Nefasto sintoma que me altera os sentidos...
Denoto-me a perder a sensibilidade, palpo a frieza das minhas atitudes justificando-a com a tua indiferença...
Meu âmago baloiça sem rumo, confuso, estrangulado por um núcleo de sentimentos, uns esteriotipados outros adquiridos pelas circuntâncias...
O meu eufemismo entrou em declínio, tudo começa a ser preto no branco, a suavidade nas palavras deixou de coexistir com alguma frontalidade que me caracteriza, hoje sinto que as cores rosadas não fazem mais sentido, de nada vale tentar ser doce, pensar nas palavras antes de as proferir para não causar qualquer dano colateral...
O positivo é que a cada passo me sinto mais eu...
Paralelamente a provocação, a ira, despertam em mim a segurança, sinto-me mais firme, mais sóbria nas atitudes, não permito que me contundem por etapas, como se os meus sentimentos pudessem ser postos à prova!

...




Es increíble como alguien puede romper tu corazón, y sin embargo sigues amándole!

Grrrrrr...




Este "VAZIO" sufoca-me!

Vazio...

Apetece-me fugir para bem longe e gritar até rasgar a minha voz!

Presa...



Há dias em que a vontade de gritar estrangula meu âmago,
Por momentos partir o céu resolveria todos os meus caprichos insanes,
Apetecia-me isolar-me do mundo por tempo indeterminado,
Fechar os olhos e sentir o escuro como amparo,
Divagar palavras sem sentido, crueis, insensiveis, de ofensa...
Correr estrada fora sem destino, perder-me, perder-te, desencontrar-me do caminho que tenho a seguir...
Quisera eu alterar os pensamentos nefastos que me assolam a alma, ficar em paz, tranquila, ter-me de novo em equílibrio!

Tu em mim...

Palpa-me o corpo...
Sente-me a alma...
Beija a pele que traz teu cheiro tatuado...
Solta palavras de prazer ao meu ouvido...
Guarda-me em ti para sempre...

O sorriso, a tranquilidade, o meu sentir pertence ao Amor que te sinto...
Ao saíres da minha vida, tudo ficará intocável...
Os teus olhos o meu brilho...
A tua pele o meu cheiro...
A tua voz a minha melodia...
A tua presença a minha paz...

Sem ti...
O medo...
O escuro...
A incapacidade de continuar...

Fica em mim*



(Foto de:ABrito)

Amor...

Porque hoje os meus poros dissipam desejo, vontade, Amor...
A sensibilidade, a melancolia e a saudade provocam o meu lado meloso, carente, apaixonado...



Saudades de ti Tim-Tim...

(Foto de: Desconhecido)



Esta noite, perdi-me nas avenidas do meu Eu...
Vagueei sem rumo...
Tentei encontrar o que perdi...
O olhar sereno, a tranquilidade...
O Ser forte que vivia em mim...
Revi-me inquieta, sem força...
Gritei a necessidade de te ter aqui...
Procuro-te nas estrelas...
Encontro-te nas minhas lágrimas de saudade...
É fustigante sentir-te ausente...
Não consegui ainda esquecer o timbre da tua voz, o semblante que me dava orgulho vislumbrar...
Preciso-te aqui Tim-Tim!
O tempo urge... E continua a doer a ausência de alguém que me faz tanta falta...