O meu Mundo...


(Foto de: ABrito)


Tantas vezes o mundo parece pequeno demais...
Como uma ínfima gota no oceano do tempo...
Um perder de rasto, um não saber se existe ou se simplesmente em algum lugar perdido ficou...
Das sombras, dos silêncios jamais esquecidos, renasce, surge de um nada, é como se o sol o trouxera, como se a lua sempre o tivesse em seu regaço sustentado...
Perguntas, afirmações constantes, sorrisos inquietos, palavras vãs...

É como se fosse um inverno... inquieta-me, deixa-me melancólica, dá-me vontade de negá-lo... mas... faz-me falta, gosto que se faça sentir vivo, que me dê vida, que me envolva nos seus mistérios... Ironias de um destino agreste, de um tempo de provação que se aproxima a passos largos... Busco e rebusco em mim, no tempo passado e futuro, as forças, as certezas, a tranquilidade que o presente não me mostra...Espero...Vou esperando não sei o quê...

11 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Sinto uma grande inquietude nas tuas palavras...
Espero que não haja nada de mau na tua vida.
Beijo.

sonhos sonhados disse...

...poema doce e triste,
amalgama de palavras inquietas.

jinhux létinha

EAD disse...

Lindo poema.Vc sabe entremear as palavras.

Anónimo disse...

http://www.petitiononline.com/cgi-bin/create_petition.cgi?kakau



Pela Kakauzinha!

Nilson Barcelli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nilson Barcelli disse...

Cara amiga, andas mesmo muito preguiçosa. Colocar um post com um assunto qualquer não leva mais que 5 minutos...
Mas terás as tuas razões, onde a falta de tempo será a principal...
Bom fim de semana.
Beijos.

joão oliveira disse...

e com um aroma a jasmim entrei no teu mundo.

Beijinhos e bom fim de semana

entremares disse...

Porque estava a água tão azul ?

Abriu os braços e deixou-se ir. O fundo do oceano chamava-a, num murmúrio silencioso que mais ninguém, para além dela própria, ouvia. Talvez fosse só o rebentar das ondas nos recifes de coral, à superfície; ou o rolar das conchas no fundo de areia, empurradas pela corrente. Ou talvez não fosse nada.
Um silêncio imenso, azul, tomou-lhe o corpo, enquanto se afundava devagar, contemplando a superfície luminosa das águas a afastar-se, cada vez mais distante, mais distante...
Era uma forma de partir, tal como outra qualquer.
Era uma forma de desistir, de renunciar ao sofrimento, de dizer basta à doença, de aceitar... que nem sempre se pode vencer.
Soltou as últimas bolhas de ar que ainda conservava consigo e ficou a vê-las subir, rumo à superfície... enquanto ela se afundava mais e mais, para uma água cada vez mais azul, rumo à escuridão.
O médico dissera-lhe: mais seis meses... talvez um ano, se tiver sorte...
Não era justo.
Tanta coisa ainda por fazer... tantos projectos inacabados... tantos sonhos por cumprir... e uma doença, seis meses de vida, talvez um ano? Se tivesse sorte?
Não era justo.
Mas a vida não tinha que ser forçosamente justa, pensou. Sentira as primeiras dores no mês anterior, e depressa compreendeu o que a esperava, nos tempos seguintes.
As dores repetiram-se, aumentaram de intensidade. O médico também a avisara disso. O próximo passo seria a cirurgia, a amputação, e depois... nem ela sabia o que seria o depois.
A falta de ar apertou-lhe o peito.
À sua volta, um bando de peixes coloridos parecia intrigado, pela presença daquele corpo inerte, afundando-se vagarosamente no oceano.
A vista turvou-se, misturando formas e cores numa aguarela confusa.
Deixou-se ir.

Algo a tocou. Abriu os olhos.
O que era aquilo?
Uma tartaruga? Nunca estivera assim tão perto de uma...
Passou-lhe a mão pela carapaça, lisa e escorregadia. Ela devolveu-lhe o gesto, debicando-lhe o braço frio. Só então reparou, quando a viu afastar-se.
O pobre animal já sofrera no corpo a investida de algum caçador, faltava-lhe um dos membros inferiores. Nadava desajeitada, em sucessivas curvas, mais devagar do que seria normal... mas mesmo assim, sobrevivera, e ainda continuava viva, nadando...
Ficou a vê-la afastar-se, rodeada por um séquito de pequenos peixes, como se de uma autêntica corte se tratasse.

Contemplou novamente a superfície esbranquiçada das águas, cada vez mais longínqua.
Valeria a pena?

Não sabia.
Sabia simplesmente que... tinha que tentar.
Abriu os braços e apontou à superfície. Podia já não ter ar suficiente... mas valia a pena tentar...

Vanelkian disse...

Podes tentar ver um mundo enorme mais vezes...

Beijinho*

(Vim com outra cara)

Nilson Barcelli disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nilson Barcelli disse...

Querida amiga, quantas saudades...
Espero que esteja tudo bem contigo.
Um bom fim de semana para ti.
Beijos.